Addison Couto – Ascom
Todo início de ano, motoristas se organizam para pagar o IPVA, quitar multas e colocar o licenciamento em dia. Para muita gente, estar regular significa apenas não dever imposto. Mas o que poucos sabem é que existem outros registros que podem impedir a transferência, a venda ou até o licenciamento do veículo, mesmo quando o IPVA está pago.
Em Alagoas, por exemplo, o IPVA segue um calendário anual definido conforme o final da placa. Veja como funciona em 2026:
Calendário do “IPVA 2026” – “Alagoas” (por final de placa)
Final da placa
1 e 2 – 27 de fevereiro de 2026;
3 e 4 – 31 de março de 2026;
5 e 6 – 30 de abril de 2026;
7 e 8 – 29 de maio de 2026;
9 e 0 – 30 de junho de 2026.
O imposto pode ser pago em cota única ou parcelado, conforme as regras do Estado. Mas aqui vai a parte que quase ninguém comenta: estar em dia com o IPVA não garante, sozinho, que o veículo esteja livre para negociação ou regularização.
Existem situações que não aparecem nos documentos mais simples, como:
• “Multas” registradas em outros estados (“RENAINF”)
• “Restrições judiciais” (“RENAJUD”)
• “Gravames” de financiamento
• “Histórico” de “leilão”
• “Registros” de “sinistro”
• “Indícios” de “roubo” e “furto”
• “Pendências” administrativas que impedem “transferência”
Essas informações só costumam ser descobertas quando alguém tenta vender o veículo, transferir para outro proprietário ou fazer uma regularização mais detalhada.
É por isso que existem empresas especializadas em reunir esse tipo de dado. Um exemplo é a Auto Procedência Consultas (autoprocedenciaconsultas.com.br), que atua com consultas veiculares, análises cadastrais, serviços documentais e negativação, reunindo informações de bases nacionais e estaduais em uma única plataforma. Um dos pontos que chama atenção é a possibilidade de consultar veículos registrados em todos os estados do Brasil.
Por meio dessas consultas, é possível verificar dados como IPVA, licenciamento, multas, “RENAINF”, restrições judiciais, histórico de roubo e furto, registros de “leilão”, “sinistros”, “financiamentos”, proprietários anteriores, “transferências” e até análise de quilometragem — informações que ajudam a entender a real situação do veículo além do que aparece no documento básico.
Outro detalhe pouco conhecido é que também podem ser feitas verificações cadastrais por “CPF” e “CNPJ”, com dados de localização, situação fiscal, participação em empresas, protestos, cheques sem fundos, score e registros em órgãos como “CADIN” e “CNDT”, além de serviços como “SCR BACEN”, análise de risco e negativação.
No fim das contas, a curiosidade fica: pagar o “IPVA” é só o primeiro passo. A situação de um veículo ou de um cadastro pode envolver muito mais informações do que a maioria das pessoas imagina — e é justamente esse conjunto de dados que define se uma negociação será simples ou cheia de obstáculos.